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Festival Livro é Companhia recebe Raphael Montes e Emmanuel Carrère em São Paulo

Encontros deste sábado aproximam o público de trajetórias, processos de escrita e novos livros

Por Redação Studio Notícias · Publicado em 26 de setembro de 2026 · Atualizado em 26 de setembro de 2026

Imagem editorial de dois escritores conversando diante do público em um festival literário de São Paulo

O Festival Livro é Companhia recebe neste sábado, 26 de setembro de 2026, dois encontros de interesse para leitores e escritores em São Paulo. Raphael Montes participa de uma conversa sobre escrita e trajetória profissional, enquanto o francês Emmanuel Carrère apresenta reflexões sobre sua obra e seu livro mais recente.

As atividades colocam lado a lado experiências distintas da literatura contemporânea. Montes consolidou uma carreira ligada ao suspense, com livros adaptados para o audiovisual e ampla circulação entre leitores brasileiros. Carrère é reconhecido por obras que transitam entre narrativa, memória, reportagem e investigação da realidade.

Raphael Montes fala sobre o caminho da escrita

O encontro com Raphael Montes foi apresentado como uma oportunidade para acompanhar sua trajetória, desde o período em que escrevia enquanto cursava Direito até a construção de uma carreira dedicada à literatura de suspense. O autor publicou obras como Suicidas, Dias Perfeitos, Jantar Secreto e Uma Família Feliz.

Para novos escritores, conhecer trajetórias profissionais ajuda a desfazer a ideia de que um livro nasce pronto ou depende apenas de inspiração. Pesquisa, reescrita, leitura crítica e compreensão do público fazem parte do processo. Também é importante observar como um autor desenvolve identidade própria sem repetir fórmulas de mercado.

Emmanuel Carrère e as fronteiras da narrativa

À noite, Emmanuel Carrère conversa sobre sua carreira e sobre Colcoz, indicado na programação como seu trabalho mais recente. A escritora Andrea del Fuego participa com leitura de trechos de obras do autor. Carrère é conhecido por livros como O Adversário, Ioga e Outras Vidas que Não a Minha.

Sua produção chama atenção para as fronteiras entre ficção, documento e experiência pessoal. Essa abordagem também traz responsabilidade: quando pessoas e acontecimentos reais aparecem em uma obra, o escritor precisa refletir sobre apuração, contexto, privacidade e possíveis consequências para os envolvidos.

Festivais ajudam a formar leitores e autores

Conversas públicas permitem que leitores compreendam escolhas de linguagem, pesquisa e edição. Para autores iniciantes, elas oferecem referências sobre disciplina criativa e sobre o trabalho que continua depois do manuscrito, incluindo revisão, apresentação editorial e divulgação.

Quem deseja publicar seu próprio livro pode aproveitar encontros literários para observar perguntas dos leitores, tendências de interesse e formas de apresentar uma obra sem reduzir a literatura a uma fórmula comercial. A troca presencial continua relevante mesmo em um mercado cada vez mais digital.

Como horários, disponibilidade e regras de entrada podem mudar, o público deve confirmar as informações nas páginas oficiais do evento. O destaque do sábado mostra como festivais podem aproximar escritores de diferentes países e tornar o processo literário mais acessível aos leitores.

Imagem ilustrativa criada pelo Studio Notícias; não representa os participantes reais.

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