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Regina Augusto lança livro sobre comunicação, mercado e poder

Em Presente Mais-que-Perfeito, jornalista transforma três décadas de experiência em reflexões sobre mídia, inteligência artificial, diversidade e as novas relações de influência.

Por Redação Studio Notícias · Publicado em 24 de setembro de 2026 · Atualizado em 24 de setembro de 2026

Retrato da jornalista e escritora Regina Augusto, autora de Presente Mais-que-Perfeito. Foto: Divulgação.

A jornalista, executiva e professora Regina Augusto prepara o lançamento de Presente Mais-que-Perfeito: Ensaios sobre Comunicação, Mercado e Poder, obra publicada pela Editora Afluente que reúne reflexões construídas ao longo de três décadas de atuação profissional. O encontro com leitores está marcado para 29 de setembro de 2026, das 18h às 22h, no espaço Mula Preta, na Alameda Gabriel Monteiro da Silva, 289, em São Paulo.

O livro tem 342 páginas e 27 capítulos, organizados em três movimentos: “Ontem”, “Hoje” e “Amanhã”. A divisão ajuda a autora a observar transformações históricas da comunicação, interpretar dilemas atuais e abrir espaço para perguntas sobre os próximos anos. A proposta, entretanto, não é construir uma cronologia rígida. Experiências pessoais, mudanças econômicas, publicidade, tecnologia, cultura e disputas por atenção aparecem conectadas, mostrando como diferentes momentos influenciam o presente.

Três décadas observando mudanças na comunicação

A trajetória de Regina Augusto oferece um ponto de observação amplo. Ela começou no jornalismo, passou por veículos como Folha da Tarde, CBN e Rádio Trianon e chegou ao Meio & Mensagem em 1996. Nesse veículo, trabalhou durante 19 anos e exerceu funções de reportagem, edição e direção editorial. Mais tarde, fundou a Gume, atuou no grupo Ogilvy e assumiu a direção executiva do Cenp — Fórum da Autorregulação do Mercado Publicitário. Também é professora da FAAP, curadora da plataforma Women to Watch e conselheira do Observatório da Diversidade na Comunicação.

Essa combinação entre redação, gestão, empreendedorismo, comunicação corporativa, ambiente acadêmico e liderança institucional contribui para a perspectiva apresentada no livro. Em vez de observar as mudanças apenas de fora, Regina acompanhou a entrada da internet comercial no Brasil, a expansão das plataformas digitais, a fragmentação das audiências e, mais recentemente, o crescimento da inteligência artificial generativa.

A primeira parte, “Ontem”, recupera elementos da transformação econômica, social e publicitária das últimas décadas. A autora analisa um período em que a comunicação era mais concentrada em grandes veículos, agências e anunciantes. Com a digitalização, parte desse poder passou a circular entre plataformas, criadores de conteúdo, comunidades, algoritmos e consumidores. A mudança ampliou possibilidades de expressão, mas também tornou o ambiente mais complexo.

Inteligência artificial e crise de confiança estão entre os temas

Na seção dedicada ao presente, Regina discute a inteligência artificial generativa, a polarização, a crise de confiança e a disputa permanente pela atenção do público. Esses assuntos ultrapassam o setor publicitário. Eles interferem na maneira como pessoas escolhem notícias, formam opiniões, descobrem livros, acompanham autores e decidem quais produtos ou ideias merecem credibilidade.

A fragmentação das narrativas é um dos desafios centrais desse cenário. Se antes poucas empresas concentravam a distribuição da informação, atualmente uma mensagem pode circular por diferentes redes, comunidades e formatos. Essa multiplicidade favorece novas vozes, mas exige mais responsabilidade de quem produz conteúdo. Transparência, verificação de informações e identificação clara da autoria tornam-se essenciais para construir relações duradouras com leitores e consumidores.

O debate também alcança o mercado editorial. Autores e editoras convivem com ferramentas capazes de acelerar pesquisas, revisar estruturas e apoiar tarefas de divulgação. Ao mesmo tempo, precisam discutir limites éticos, direitos autorais e os riscos de conteúdos automatizados sem apuração. O valor de uma obra não depende apenas da tecnologia utilizada, mas do repertório, da experiência, da intenção e da responsabilidade presentes em sua construção.

O futuro depende de repertórios mais diversos

Na parte “Amanhã”, a autora evita apresentar previsões fechadas. O caminho escolhido é reunir perspectivas que ampliem o debate. Entre as vozes mencionadas estão Alice Pataxó, com reflexões sobre território, ancestralidade e tempo, e Rosane Borges, que questiona interpretações binárias e defende a ampliação das narrativas em uma sociedade marcada pela polarização.

Esse olhar indica que imaginar o futuro da comunicação exige mais do que acompanhar ferramentas digitais. É necessário compreender diversidade, identidade, pertencimento, cultura e as formas pelas quais grupos diferentes participam da construção de significados. A tecnologia pode modificar os meios, mas são as escolhas humanas que determinam quais histórias serão valorizadas e como o poder será distribuído.

Segundo informações divulgadas pela editora, a obra conecta consumo, política, trabalho, tecnologia e cultura. A intenção é formular perguntas relevantes sobre um presente acelerado, sem oferecer soluções simplificadas. Essa abordagem transforma o livro em uma contribuição para profissionais da comunicação, estudantes, empreendedores, gestores, pesquisadores e leitores interessados em compreender as mudanças da sociedade brasileira.

Transformar experiência profissional em livro

O lançamento de Regina Augusto também mostra como uma trajetória profissional pode ser organizada e compartilhada em forma de livro. Experiências acumuladas em diferentes funções ganham valor editorial quando são contextualizadas, pesquisadas e conectadas às dúvidas do público. O resultado pode ir além de um relato pessoal e se tornar uma fonte de reflexão para outros profissionais.

Para quem deseja publicar livro, o exemplo reforça a importância de definir uma proposta central. Antes de iniciar a edição, o autor precisa saber qual questão pretende investigar, para quem está escrevendo e que contribuição deseja deixar. Essa clareza orienta a seleção dos capítulos, a escolha das referências, o tom da linguagem e a apresentação da obra.

A pergunta como publicar livro não possui uma única resposta. O processo normalmente começa pela organização e revisão do original. Em seguida, entram etapas como preparação de texto, definição de título e subtítulo, projeto de capa, diagramação, ISBN, ficha catalográfica, produção dos formatos impresso e digital e planejamento de divulgação. Quando essas decisões são tratadas como partes de um mesmo projeto, a obra ganha consistência e melhores condições de alcançar os leitores certos.

Também é importante compreender que publicar não termina quando o arquivo fica pronto. O autor precisa apresentar o livro, explicar sua relevância e criar oportunidades de encontro com o público. Lançamentos presenciais, entrevistas, artigos, redes sociais, palestras e conteúdos relacionados ao tema ajudam a prolongar a vida da publicação. No caso de uma obra de ensaios, cada capítulo pode abrir uma nova conversa e aproximar comunidades interessadas nos assuntos abordados.

Livro amplia o debate sobre comunicação e poder

Presente Mais-que-Perfeito chega em um período no qual empresas, instituições, profissionais e leitores tentam compreender mudanças rápidas. A inteligência artificial altera rotinas; as plataformas reorganizam a circulação de informação; a confiança pública enfrenta tensões; e as discussões sobre diversidade exigem participação mais ampla. Ao reunir essas questões, Regina Augusto propõe que o presente seja analisado com memória histórica, atenção crítica e disposição para imaginar alternativas.

Mais do que registrar uma carreira, o livro utiliza a experiência profissional como ponto de partida para examinar transformações coletivas. Essa escolha pode interessar especialmente a autores que desejam transformar conhecimento acumulado em uma publicação relevante. Um livro bem estruturado pode preservar experiências, organizar ideias, fortalecer a autoridade profissional e contribuir para debates que continuarão depois do lançamento.

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Serviço: lançamento de Presente Mais-que-Perfeito: Ensaios sobre Comunicação, Mercado e Poder, de Regina Augusto, em 29 de setembro de 2026, das 18h às 22h, no espaço Mula Preta, Alameda Gabriel Monteiro da Silva, 289, São Paulo. Informações sujeitas a atualização pelos organizadores.

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