Economia · Bruxelas

Presidência irlandesa da UE propõe corte de 8% no orçamento de 2028 a 2034

Proposta reduz plano para € 1,6 trilhão, mas ainda representa aumento de 30% em relação ao orçamento atual

Por Redação Studio Agora · Publicado em 10 de outubro de 2026 às 09:07

Autoridades europeias discutem documentos orçamentários em sala de reuniões em Bruxelas
Proposta será discutida pelos líderes dos 27 países da União Europeia em Bruxelas — Imagem editorial original criada por IA para o Studio Agora

A presidência irlandesa da União Europeia propôs neste sábado, 10 de outubro, reduzir em 8% o orçamento de longo prazo do bloco para o período de 2028 a 2034. O plano levaria o total a € 1,6 trilhão, abaixo da proposta inicial apresentada pela Comissão Europeia.

Embora represente um corte de € 141 bilhões sobre a base calculada a preços de 2025, a proposta ainda seria cerca de 30% superior ao orçamento atual, válido de 2021 a 2027.

Onde estão os cortes

O texto prevê redução de 3% nas verbas destinadas ao desenvolvimento regional, à agricultura e à pesca em comparação com os valores defendidos pela Comissão Europeia.

Na área que reúne competitividade, prosperidade e segurança, a diminuição proposta é de 13%. A presidência irlandesa também sugere € 55 bilhões em novas fontes de financiamento, incluindo receitas de tarifas alfandegárias e da venda de permissões de emissão de carbono.

Negociação exige unanimidade

O orçamento plurianual financia as principais políticas dos 27 países da União Europeia. Para entrar em vigor, o acordo precisa ser aprovado por todos os Estados-membros.

Os líderes europeus discutirão a proposta em Bruxelas nos dias 15 e 16 de outubro. Países como Alemanha, Holanda e as nações nórdicas defendem contenção de gastos. Espanha, Itália e Polônia estão entre os governos que procuram preservar os recursos previstos.

A Comissão Europeia argumenta que o próximo ciclo orçamentário terá de responder a novos desafios, como o aumento dos gastos com defesa e a necessidade de ampliar a competitividade do bloco, ao mesmo tempo em que países-membros buscam manter investimentos tradicionais em agricultura e desenvolvimento regional.

Fontes consultadas

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