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Expedição parte para atol do Pacífico em busca do avião de Amelia Earhart

Equipe apoiada pela Universidade Purdue investigará objeto submerso visto em imagens de satélite na lagoa de Nikumaroro

Por Redação Studio Agora · Publicado em 10 de outubro de 2026 às 08:04

Arqueólogos marinhos preparam equipamentos em navio próximo ao atol de Nikumaroro
Missão com 17 integrantes deve passar cinco dias investigando a lagoa de Nikumaroro — Imagem editorial original criada por IA para o Studio Agora

Uma equipe de arqueólogos marinhos dos Estados Unidos partiu para o atol de Nikumaroro, no Pacífico, com o objetivo de investigar uma nova pista sobre o desaparecimento da aviadora Amelia Earhart. A missão, apoiada pela Universidade Purdue, pretende examinar um objeto submerso detectado em imagens de satélite na lagoa da ilha.

A expedição saiu de Los Angeles no início de outubro e deve chegar a Nikumaroro na terça-feira, 13 de outubro, no horário local. O atol desabitado integra as Ilhas Fênix, na República de Kiribati.

O que a equipe pretende encontrar

O objeto, identificado inicialmente em uma imagem de satélite de 2020, apresenta um formato ramificado que os organizadores consideram compatível com partes da fuselagem e das asas de um avião. A equipe afirma que a mesma forma pode aparecer em fotografias aéreas da lagoa feitas desde 1938.

Caso sejam encontrados destroços do Lockheed Electra 10-E, o resultado reforçaria a hipótese de que Earhart e o navegador Fred Noonan pousaram de emergência perto do atol e morreram como náufragos. Essa hipótese difere da versão oficial do governo dos Estados Unidos, segundo a qual a aeronave ficou sem combustível e caiu no mar nas proximidades da ilha Howland.

Especialistas mantêm cautela

A pista é contestada por Ric Gillespie, pesquisador que já liderou 12 expedições a Nikumaroro. Embora seja defensor da hipótese de que Earhart chegou ao atol, ele avalia que o objeto visto na lagoa é uma árvore pandanus caída e acredita que eventuais destroços do avião tenham sido levados pelas marés e destruídos no mar.

A missão custou cerca de US$ 900 mil, reúne 17 pessoas e prevê cinco dias de trabalho em Nikumaroro. Segundo os organizadores, nenhum artefato será removido nesta etapa. Uma operação de recuperação dependeria de autorização posterior do governo de Kiribati.

Amelia Earhart desapareceu em julho de 1937 durante a tentativa de se tornar a primeira mulher a dar a volta ao mundo pilotando um avião. O último contato conhecido ocorreu depois que ela informou que o combustível estava acabando.

Fontes consultadas

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