Proposta do regulador também permite reajuste de 10,72% nas encomendas de clientes particulares; decisão final é esperada para novembro.
A Agência Federal de Redes da Alemanha propôs permitir que a Deutsche Post aumente os preços de cartas em até 20,35%. Para encomendas enviadas por clientes particulares, o reajuste autorizado poderá chegar a 10,72%.
A proposta foi divulgada nesta segunda-feira (12) e ainda passará por consulta antes da decisão final. O regulador justificou a medida pela forte queda no volume de correspondências enviadas no país.
Novas tarifas valeriam em 2027 e 2028
Segundo a agência reguladora, os novos limites de preço foram calculados para os anos de 2027 e 2028. A Deutsche Post, seus concorrentes, organizações de defesa do consumidor e outras partes interessadas poderão apresentar comentários até 30 de outubro.
A decisão definitiva deverá ser publicada em novembro. Portanto, os percentuais anunciados nesta segunda-feira não representam um aumento imediato nem confirmam o valor final de cada serviço postal.
A autoridade alemã informou que ficou abaixo dos reajustes solicitados pela Deutsche Post. Também afirmou que não considerou integralmente os aumentos de custos administrativos e de valor agregado alegados pela companhia.
Queda das cartas pressiona o serviço postal
A redução do envio de cartas é uma tendência associada ao avanço das comunicações digitais. Com menos correspondências circulando, os custos da infraestrutura de coleta, triagem e entrega passam a ser distribuídos por um volume menor de objetos postais.
O processo tarifário busca definir quanto a empresa poderá repassar aos clientes enquanto mantém a operação do serviço postal. Os limites propostos diferenciam o mercado de cartas das encomendas destinadas a consumidores particulares.
A Deutsche Post faz parte do grupo de logística DHL. A reportagem da Reuters não informou os novos preços unitários de selos, cartas ou encomendas; divulgou apenas os percentuais máximos propostos pelo regulador.