Ataque deixou 12 mortos e mais de 300 feridos; autoridades sauditas mantiveram encontro com ministros e executivos do setor energético.
O Aeroporto Internacional Rei Khalid, em Riad, teve as operações temporariamente suspensas após um ataque que deixou 12 mortos e mais de 300 feridos. Apesar do fechamento para avaliações de segurança e dos danos, o governo saudita manteve a realização do Congresso Mundial de Energia na capital neste domingo (11).
A Reuters publicou a atualização às 7h23 de Brasília. O ataque de sábado foi o terceiro contra o aeroporto de Riad em uma semana e o mais letal registrado em território saudita em mais de uma década.
Congresso segue em Riad
O Congresso Mundial de Energia ocorre em um centro de convenções a cerca de dez quilômetros do aeroporto. Segundo a televisão estatal, mais de 70 ministros, 300 executivos e representantes de mais de 25 organizações internacionais de energia confirmaram participação.
Não estava claro, no momento da atualização, quantos participantes compareceriam presencialmente e quantos acompanhariam o encontro de forma virtual. Uma reunião ministerial do Fórum Internacional de Energia também foi mantida, com sessão plenária fechada.
Voos suspensos e alerta para aeroportos
A autoridade de aviação civil saudita informou que as operações do aeroporto foram suspensas para avaliação de danos e segurança, sem divulgar inicialmente um horário para a retomada.
Os houthis renovaram o alerta para que companhias aéreas, trabalhadores e passageiros evitem aeroportos e o espaço aéreo da Arábia Saudita, com exceção das áreas das cidades sagradas de Meca e Medina.
A coalizão liderada pela Arábia Saudita relatou ainda a queda de um projétil nas proximidades do Aeroporto Internacional Rei Fahd, em Dammam, e a interceptação de um drone na região.
Vítimas e efeitos econômicos
Entre os mortos estão quatro sauditas, dois cidadãos de Bangladesh e pessoas dos Estados Unidos, Jordânia, Palestina, Síria, Sudão e Egito, segundo as autoridades sauditas.
O episódio ocorre durante uma escalada entre os houthis, apoiados pelo Irã, e forças do governo iemenita apoiadas pela Arábia Saudita. Os ataques também afetaram os mercados: o principal índice acionário saudita chegou a recuar 1% neste domingo, segundo a Reuters.