Política · Brasília

Lula aceita condições para abrir sigilos; Flávio amplia exigências

Campanha petista informou que protocolará a resposta no TSE às 11h desta quinta-feira, 22 de outubro; a abertura dos dados ainda depende dos procedimentos anunciados.

Por Redação Studio Agora · Publicado em 22 de outubro de 2026 às 13:13

Documentos sem identificação sobre uma mesa em ambiente institucional, com urna eleitoral desfocada ao fundo.
Ilustração editorial sobre a disputa em torno da abertura de sigilos durante a campanha eleitoral. — Imagem editorial original criada por IA para o Studio Agora

A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou na quarta-feira, 21 de outubro, que aceita as condições apresentadas pelo senador Flávio Bolsonaro (PL) para a abertura de sigilos bancários e telefônicos. Segundo a Agência Brasil, o coordenador da campanha petista, Camilo Santana, informou que compareceria ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) às 11h desta quinta-feira, 22 de outubro, para protocolar a resposta.

A posição foi apresentada como condicionada à abertura, por Flávio, dos dados previstos no pedido levado ao tribunal. A reportagem da Agência Brasil informou que o segundo turno está marcado para domingo, 25 de outubro.

Flávio ampliou a lista de condições

Em reportagem atualizada às 22h16 de 21 de outubro, o UOL noticiou que Flávio ampliou as exigências inicialmente apresentadas. A lista divulgada por ele inclui registros financeiros do Instituto Lula, comunicações e dados financeiros de pessoas ligadas ao instituto, informações de cartões corporativos e registros de visitantes em prédios presidenciais. Esses itens são condições defendidas pelo candidato do PL; não representam, por si só, fatos comprovados contra as pessoas citadas.

Próximo passo previsto no TSE

A Agência Brasil informou que a campanha de Lula deu até as 11h de 22 de outubro para que Flávio também abra os sigilos bancário e telefônico dele e de parentes. O prazo e a ida ao TSE foram anunciados pela coordenação da campanha. As matérias consultadas não confirmavam que a divulgação dos dados já havia ocorrido nem que o tribunal tivesse decidido sobre todos os pedidos.

A controvérsia começou após um desafio feito pelos candidatos durante o debate de domingo, 18 de outubro. Lula havia protocolado no TSE, em 20 de outubro, autorização relacionada à abertura de dados próprios e de familiares, condicionada à reciprocidade, segundo as reportagens.

Fontes consultadas

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