Novas tecnologias devem equipar agente pessoal e ferramenta de programação por assinatura
A Meta lançou nesta segunda-feira (12) os modelos de inteligência artificial Muse Wonder e Muse Wonder Full. A companhia afirma que são seus sistemas mais avançados até agora e pretende usá-los para intensificar a competição no setor de IA.
Segundo a Reuters, as ações da empresa subiram cerca de 4% nas negociações da tarde após o anúncio. O lançamento ocorre depois de um período de reestruturação das iniciativas de inteligência artificial da companhia.
Modelos terão funções diferentes
O Muse Wonder deverá alimentar em breve o agente pessoal de IA Muse. A disponibilização inicial será voltada a assinantes, de acordo com as informações divulgadas pela empresa.
Já o Muse Wonder Full, descrito como o modelo mais poderoso da dupla, foi liberado aos assinantes do Muse Code, ferramenta de inteligência artificial voltada à programação.
A estratégia indica que a Meta pretende transformar parte dos investimentos em IA em receitas recorrentes por meio de assinaturas, combinando serviços para o público geral com ferramentas destinadas a desenvolvedores.
Empresa diz ter reconstruído sua base tecnológica
Em comunicado citado pela Reuters, a Meta afirmou que iniciou há 14 meses uma reformulação de seus esforços em inteligência artificial. Segundo a companhia, o processo passou pela reconstrução de suas bases tecnológicas antes de avançar para modelos de maior capacidade.
O movimento acontece em um ambiente de forte concorrência, no qual empresas de tecnologia investem bilhões de dólares em infraestrutura, pesquisa e contratação de especialistas. A Meta busca ampliar sua presença diante de rivais já consolidadas no desenvolvimento de modelos generativos e agentes de IA.
A companhia lançou o agente pessoal Muse no mês passado. A expansão do serviço por assinatura pode abrir uma nova fonte de receita para compensar os altos gastos com a tecnologia, embora a empresa também enfrente questionamentos recorrentes sobre privacidade dos usuários.
A Meta não detalhou na reportagem os preços das assinaturas nem um cronograma completo de expansão dos novos modelos para todos os mercados.