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Trump anuncia trégua energética entre Rússia e Ucrânia, mas acordo não é confirmado

Presidente dos EUA diz que cessar-fogo entrou em vigor imediatamente; Zelensky afirma que soube da iniciativa pela publicação

Por Redação Studio Agora · Publicado em 11 de outubro de 2026 às 13:20

Representação editorial de ligação diplomática entre gabinetes em Washington e Moscou
Representação editorial de uma ligação diplomática entre Washington e Moscou — Imagem editorial original criada por IA para o Studio Agora

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste domingo, 11 de outubro, que Rússia e Ucrânia concordaram com uma “trégua energética” de aplicação imediata. Até a atualização desta reportagem, porém, Moscou e Kyiv não haviam confirmado formalmente a existência do acordo.

Trump divulgou o anúncio em uma rede social e não apresentou detalhes sobre duração, fiscalização ou garantias. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, disse em entrevista ao Axios que tomou conhecimento da suposta trégua pela própria publicação de Trump.

Um alto funcionário ucraniano afirmou à Reuters que Kyiv está disposta a aderir a um cessar-fogo sobre infraestrutura energética, desde que a Rússia faça o mesmo.

Zelensky exige reciprocidade e garantias

Antes do anúncio norte-americano, Zelensky havia reiterado que a Ucrânia pode interromper ataques contra refinarias russas se Moscou também suspender as ofensivas contra usinas, redes elétricas e outras instalações energéticas ucranianas.

O presidente ucraniano afirmou que qualquer entendimento precisa incluir garantias efetivas. Kyiv sustenta que uma desescalada unilateral deixaria o país vulnerável a novos ataques russos.

A Reuters destacou que Trump já havia anunciado, em setembro, uma trégua semelhante, mas que nenhum dos lados confirmou posteriormente a conclusão daquele acordo.

Eleições entram na discussão

Zelensky também declarou que organizaria eleições na Ucrânia se o presidente russo, Vladimir Putin, aceitasse um cessar-fogo total de 60 dias. A legislação ucraniana impede a realização de eleições enquanto vigorar a lei marcial, por razões de segurança.

Trump havia criticado Zelensky e sugerido uma mudança na liderança ucraniana. O presidente da Ucrânia respondeu que a escolha do chefe de Estado cabe aos cidadãos do país e vinculou qualquer votação à interrupção prévia dos combates.

Diesel e pressão política nos Estados Unidos

A discussão ocorre em meio à alta mundial dos preços do diesel. Trump responsabilizou ataques ucranianos a refinarias russas por parte do encarecimento do combustível e anunciou um acordo para ampliar o fornecimento russo ao mercado internacional.

Zelensky rejeitou essa interpretação e afirmou que a guerra no Oriente Médio tem peso maior na alta da energia. Ele também criticou o acordo norte-americano com Moscou, sob o argumento de que novas receitas podem fortalecer a capacidade militar russa.

Analistas citados pela Reuters avaliam que o volume previsto no acordo de diesel é insuficiente para provocar uma redução prolongada nos preços globais.

Situação permanece sem confirmação bilateral

A declaração de Trump representa uma mudança relevante no episódio, mas não equivale, por si só, à confirmação de um cessar-fogo. A reportagem registra separadamente a afirmação do presidente norte-americano, a falta de confirmação imediata por Rússia e Ucrânia e a disposição condicionada apresentada pelo governo ucraniano.

A Reuters publicou a reportagem às 9h47 UTC — 6h47 no horário de Brasília — e atualizou o texto ao longo deste domingo para incluir o anúncio de Trump, a reação de Zelensky e a ausência de confirmação bilateral.

Fontes consultadas

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