Saúde

Estudo estima que prevenção pode evitar 739 mil mortes prematuras no Brasil até 2050

Pesquisa aponta que intervenções direcionadas também poderiam acrescentar mais de R$ 1 trilhão ao PIB brasileiro

Por Redação Studio Agora · Publicado em 07 de outubro de 2026 às 21:19

Atendimento preventivo em unidade de saúde com adultos e idosos no Brasil
Imagem editorial original sobre atendimento preventivo e envelhecimento saudável no Brasil. — Imagem editorial original gerada por IA para o Studio Agora

Um conjunto de intervenções preventivas e tratamentos baseados em evidências poderia evitar 739 mil mortes prematuras no Brasil até 2050, segundo estimativas do McKinsey Health Institute divulgadas nesta quarta-feira (7) pela Agência Brasil. O estudo também projeta impacto superior a R$ 1 trilhão no Produto Interno Bruto no período.

Os resultados fazem parte do recorte brasileiro da pesquisa A saúde das nações: saúde mais forte, economias mais fortes. O levantamento avaliou cerca de 300 intervenções relacionadas a 90 doenças e 27 fatores de risco. Os números são projeções do estudo, e não uma previsão garantida.

Prevenção concentra a maior parcela do impacto

De acordo com a pesquisa, 59% do benefício potencial estimado para o Brasil viria de ações preventivas, tanto coletivas quanto individuais. Entre os exemplos analisados estão campanhas de vacinação com ampla cobertura, exames preventivos, acompanhamento da pressão arterial e políticas destinadas a reduzir a exposição a fatores de risco.

O levantamento estima que a adoção das medidas poderia elevar em cinco anos a expectativa de vida no país, chegando a 85 anos, e aumentar o tempo médio vivido com boa saúde. Também calcula que cada dólar aplicado em intervenções efetivas poderia adicionar US$ 2,10 ao PIB brasileiro, principalmente por ganhos de produtividade e redução do adoecimento.

Estudo relaciona saúde e economia

A pesquisa considera que mortes precoces e doenças incapacitantes afetam não apenas as famílias, mas também a participação no mercado de trabalho e a produtividade. Para a América Latina, o relatório aponta que menos de 5% do investimento em saúde é destinado à prevenção, embora essa frente represente 61% das medidas com potencial de reduzir mortes prematuras e adoecimento.

Os dados foram apresentados em San José, na Costa Rica, durante um encontro de jornalistas promovido pela farmacêutica Roche. A Agência Brasil informou que sua repórter participou do evento a convite da empresa. Essa circunstância é relevante para a transparência sobre a origem da cobertura.

As projeções tratam de políticas públicas e não substituem orientação médica individual. Decisões pessoais sobre exames, medicamentos ou tratamentos devem ser tomadas com profissionais habilitados.

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