Tecnologia

Microsoft apresenta chip Maia 300 e planeja implantar mais de 1 milhão de unidades

Processador próprio para inteligência artificial começará a ser instalado em larga escala em 2027, com foco em eficiência energética e redução de custos

Por Redação Studio Agora · Publicado em 12 de outubro de 2026 às 10:38

Chip de inteligência artificial instalado em placa de servidores de um centro de dados
Arte editorial representa a implantação de processadores próprios para inteligência artificial em centros de dados. — Imagem editorial original criada por IA para o Studio Agora

A Microsoft anunciou nesta segunda-feira (12) o Maia 300, terceira geração de seu processador próprio para inteligência artificial. A empresa planeja iniciar em 2027 uma implantação em larga escala que poderá superar 1 milhão de unidades, destinadas principalmente aos serviços internos de IA e à infraestrutura de nuvem.

O novo chip foi projetado para tarefas intensivas de processamento, como programação assistida e execução de atividades empresariais complexas por agentes de inteligência artificial. A geração anterior já é utilizada em modelos internos da Microsoft e em modelos da OpenAI oferecidos por meio da plataforma Azure.

Arquitetura combina tecnologias de 2 e 3 nanômetros

A arquitetura do Maia 300 utiliza chiplets, componentes especializados integrados em um mesmo conjunto. As funções centrais de computação empregam tecnologia de 2 nanômetros produzida pela Taiwan Semiconductor Manufacturing Company, a TSMC.

Outros componentes usam processo de 3 nanômetros, mais barato, para funções como movimentação de dados entre o processador e os demais elementos do sistema. A combinação busca equilibrar desempenho, custo e consumo de energia.

Os processadores serão instalados em racks com 96 chips. Cada rack deverá consumir cerca de 167 quilowatts. Como referência, a Reuters informa que os servidores GB300 mais recentes da Nvidia reúnem 72 unidades de processamento gráfico e consomem aproximadamente 142 quilowatts por rack.

Microsoft promete maior eficiência por megawatt

Segundo a Microsoft, o Maia 300 realiza cerca de 40% mais computação útil por megawatt do que os principais sistemas baseados em unidades de processamento gráfico. A companhia não identificou quais sistemas foram utilizados nessa comparação.

A fabricante afirma que o ganho resulta da otimização conjunta do chip, da memória e da infraestrutura. O objetivo é aumentar a quantidade de processamento entregue por unidade de energia e por dólar investido.

A empresa prevê implantações de vários gigawatts do Maia 300 a partir de 2027. O movimento ocorre enquanto grandes companhias de computação em nuvem e desenvolvedores de inteligência artificial ampliam projetos de chips próprios para reduzir custos e diminuir a dependência de fornecedores externos.

A Microsoft estima realizar mais de US$ 175 bilhões em despesas de capital ao longo de 2026. Parte desse investimento é destinada à expansão dos centros de dados e da capacidade computacional necessária para sustentar o crescimento dos serviços de inteligência artificial.

O anúncio coloca a empresa em uma disputa mais ampla por eficiência na infraestrutura de IA. Nesse mercado, consumo elétrico, disponibilidade de memória e capacidade de implantação em escala se tornaram fatores decisivos para o custo dos serviços oferecidos a empresas e consumidores.

Fontes consultadas

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