Economia

Famílias e empresas pagaram R$ 674 bilhões em juros no primeiro semestre

Levantamento da FecomercioSP aponta alta anual de 7,4%; despesas das famílias chegaram a R$ 515,4 bilhões.

Por Redação Studio Agora · Publicado em 27 de outubro de 2026 às 22:03

Caderno de orçamento, calculadora e notas de real sobre uma mesa, em imagem editorial sobre o custo do crédito para famílias e empresas.
Imagem editorial original criada por IA para o Studio Agora — Imagem editorial original criada por IA para o Studio Agora

Juros avançam no primeiro semestre

Famílias e empresas brasileiras pagaram R$ 674 bilhões em juros entre janeiro e junho de 2026, segundo levantamento da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) divulgado em reportagem da CNN Brasil nesta terça-feira, 27 de outubro. O total foi 7,4% maior que o registrado no primeiro semestre de 2025.

As famílias responderam por R$ 515,4 bilhões, aumento de 9,8% na comparação anual. As empresas desembolsaram R$ 158,6 bilhões. Os valores indicam que o custo financeiro permaneceu elevado para consumidores e negócios no período analisado.

Crédito mais caro e atrasos maiores

A reportagem informa que a taxa nominal ponderada acumulada do crédito livre às pessoas físicas subiu de 24,3% para 25,3%. Mesmo com esse encarecimento, o saldo real do crédito livre para famílias avançou 6,1%, alcançando R$ 2,353 trilhões, e as concessões cresceram 5,1%.

Os atrasos superiores a 90 dias chegaram a 7,37% entre os consumidores. A FecomercioSP também informou que 3,4 milhões de lares tinham dívidas, maior número desde 2022.

Entre as empresas, o valor pago em juros ficou próximo do observado um ano antes, mas o saldo real de crédito recuou e as novas operações ficaram mais caras, conforme o levantamento citado pela reportagem.

Os indicadores se referem ao primeiro semestre de 2026 e não representam, isoladamente, uma previsão para os meses seguintes. A evolução do custo do crédito depende das taxas, da renda, da oferta de empréstimos e da capacidade de pagamento de cada grupo.

Fonte: CNN Brasil, reportagem publicada em 27 de outubro de 2026, às 18h24, com dados atribuídos à FecomercioSP.

Fontes consultadas

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