Planejamento do Ministério de Portos e Aeroportos reúne obras, concessões e financiamentos para ampliar a logística nacional nos próximos quatro anos.
O Ministério de Portos e Aeroportos apresentou uma carteira de projetos e investimentos estimada em cerca de R$ 160 bilhões para os próximos quatro anos. O planejamento reúne iniciativas para portos, aeroportos, aviação regional e hidrovias, com horizonte até 2030.
A apresentação foi realizada no encerramento do Fórum Nacional Brasil Export 2026. Segundo as informações divulgadas pela pasta, a carteira busca ampliar a capacidade da infraestrutura logística e dar continuidade a projetos estruturados nos últimos anos.
Os valores representam previsões, financiamentos priorizados e projetos em diferentes etapas de preparação. Portanto, não correspondem integralmente a recursos já contratados ou executados.
Hidrovias terão R$ 7,6 bilhões
A carteira prevê R$ 7,6 bilhões para obras hidroviárias e de navegação. Entre as ações mencionadas estão dragagens de manutenção, modernização de eclusas, sinalização, monitoramento e recuperação de instalações portuárias públicas de pequeno porte.
A ampliação do terminal hidroviário Manaus Moderna, na capital amazonense, tem previsão de R$ 964 milhões. O projeto pretende melhorar a infraestrutura de embarque e desembarque e as condições de atendimento à população.
Também estão em estruturação projetos de concessão para as hidrovias dos rios São Francisco, Paraguai, Madeira e Tocantins, além da Hidrovia Verde e da Lagoa Mirim.
Fundo da Marinha Mercante concentra maior parcela
O maior bloco financeiro apresentado é de R$ 95 bilhões em financiamentos priorizados pelo Fundo da Marinha Mercante para os próximos anos.
Desse total:
- R$ 60 bilhões são destinados a projetos navais;
- R$ 35 bilhões são voltados à infraestrutura portuária.
O planejamento inclui ainda medidas para modernizar o fundo e ampliar as garantias de financiamento do setor.
Portos e aviação regional
A carteira também contempla leilões, ampliação da capacidade portuária, melhorias em aeroportos e ações para fortalecer a aviação regional. Os projetos serão conduzidos em cronogramas próprios e dependerão de licitações, concessões, autorizações e disponibilidade de financiamento.
O conjunto de iniciativas busca reduzir gargalos, ampliar o transporte de cargas e melhorar a integração entre os modais aquaviário, portuário e aeroportuário.