Fábricas brasileiras produziram 268,3 mil unidades no mês, enquanto exportações recuaram 24,2% em um ano
A indústria automotiva brasileira produziu 268,3 mil veículos em setembro de 2026, alta de 10,2% em relação ao mesmo mês do ano passado. Segundo balanço da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), divulgado nesta quarta-feira (7), foi o melhor resultado para setembro desde 2014.
Na comparação com agosto, porém, a produção recuou 1,1%. O levantamento considera automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus.
Produção acumula alta no ano
Entre janeiro e setembro, foram fabricadas quase 2,2 milhões de unidades, crescimento de 8,7% sobre igual período de 2025. A Anfavea ponderou que, das 173 mil unidades adicionais produzidas na comparação anual, somente 50 mil foram integralmente fabricadas no Brasil. O restante corresponde a veículos montados nos regimes CKD e SKD, que utilizam conjuntos de peças importados.
Os emplacamentos também registraram o maior volume para um mês de setembro desde 2014. Foram 281,4 mil unidades comercializadas, movimento impulsionado principalmente pelos automóveis, cujas vendas acumulam avanço de 22,5% no ano.
Exportações seguem em queda
O desempenho externo permaneceu mais fraco. O Brasil exportou 39,8 mil veículos em setembro, praticamente estável diante de agosto, mas 24,2% abaixo do total registrado no mesmo mês de 2025. A associação atribuiu grande parte da redução ao mercado argentino e à perda de espaço para modelos chineses e mexicanos.
As importações, por outro lado, cresceram 34,9% na comparação anual. Para a Anfavea, o contraste entre a expansão do mercado doméstico e o recuo das exportações limita o aproveitamento da capacidade industrial instalada.
Projeção para 2026 é revisada
Diante dos resultados de vendas e produção, a entidade elevou suas projeções para o ano. A estimativa é encerrar 2026 com 3,1 milhões de veículos emplacados, alta de 15,2% sobre 2025. Para a produção, a previsão passou a indicar crescimento de 6,7%, superando 2,8 milhões de unidades.
O cenário não é uniforme: a associação projeta retração de 6,5% nos emplacamentos de caminhões e ônibus e queda de 17,7% nas exportações ao fim do ano.