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Pensão alimentícia não tem percentual fixo; entenda regras e cobrança

Valor depende das necessidades de quem recebe e das possibilidades de quem paga; guarda compartilhada não elimina a obrigação

Por Redação Studio Agora · Publicado em 10 de outubro de 2026 às 06:51

Mãe analisa documentos domésticos enquanto criança desenha ao lado
— Imagem editorial original criada por IA para o Studio Agora

A pensão alimentícia não corresponde obrigatoriamente a 30% do salário. A legislação brasileira determina que o valor seja definido conforme as necessidades de quem recebe e os recursos de quem paga.

Despesas com alimentação, moradia, saúde, educação e transporte podem entrar na avaliação. A falta de emprego formal não encerra automaticamente a obrigação, e qualquer redução ou interrupção depende de nova decisão judicial ou acordo válido.

Quem pode receber

O caso mais comum envolve filhos, mas parentes, cônjuges e companheiros também podem pedir alimentos em situações previstas na lei. Para avós, a obrigação é complementar e subsidiária, aplicada quando os pais não conseguem cumprir total ou parcialmente o dever.

Entre ex-cônjuges ou ex-companheiros, a pensão é excepcional e costuma ser temporária, embora situações específicas possam justificar período maior.

Guarda compartilhada e revisão

A guarda compartilhada não elimina automaticamente a pensão. A contribuição continua vinculada às necessidades da criança e à capacidade financeira de cada responsável.

O valor pode ser revisto quando há mudança relevante nas necessidades de quem recebe ou na renda de quem paga.

Como pedir e cobrar

Sem acordo, o pedido pode ser feito por ação de alimentos. A Lei nº 5.478/1968 prevê a fixação de alimentos provisórios no início do processo, salvo declaração expressa de que não são necessários.

Em caso de atraso, o devedor é intimado para pagar, comprovar o pagamento ou justificar a inadimplência. Dependendo do caso, a cobrança pode envolver protesto, penhora e prisão civil. A prisão não elimina a dívida.

Quem não pode contratar advogado pode buscar orientação na Defensoria Pública. Em situações de violência contra a mulher, o Ligue 180 oferece informação e encaminhamento; emergências devem ser comunicadas ao 190.

Este conteúdo é informativo e não substitui a análise individual de um profissional do Direito.

Fontes consultadas

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