Economia · Rio de Janeiro

Leilão do pré-sal arremata sete de 13 blocos e prevê R$ 778 milhões em exploração

Oferta permanente de partilha da ANP teve bônus de R$ 530,5 milhões; contratos ainda dependem das etapas previstas no edital.

Por Redação Studio Agora · Publicado em 07 de outubro de 2026 às 14:06 · Atualizado em 07 de outubro de 2026 às 16:22

Ilustração editorial de plataformas de petróleo no mar
Imagem ilustrativa — Ilustração editorial original gerada por IA · Studio Agora

Sete blocos arrematados

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) informou nesta quarta-feira, 7 de outubro de 2026, que sete dos 13 blocos oferecidos no quarto ciclo da Oferta Permanente de Partilha foram arrematados. A sessão de apresentação de ofertas ocorreu no Rio de Janeiro. O resultado foi divulgado pela agência reguladora às 12h23, no horário de Brasília, e noticiado pela Agência Brasil às 13h11.

Três áreas ficam na Bacia de Campos: Magnetita, Hematita e Azurita. Outras quatro ficam na Bacia de Santos: Jade, Cruzeiro do Sul, Rubi e Rodocrosita. A página de resultados da ANP identifica as bacias de cada bloco. Este foi o ciclo de partilha com o maior número de áreas arrematadas na modalidade de oferta permanente, acima das cinco do ciclo de 2025, segundo a ANP.

Valores e próximos passos

Os bônus de assinatura fixados para os sete blocos totalizam R$ 530.466.522,04. Os contratos preveem ao menos R$ 778.426.200,00 em investimentos durante a fase inicial de exploração. Esses valores de investimento são compromissos previstos, e não desembolsos já realizados.

A agência informou que as ofertas de excedente em óleo para a União superaram os percentuais mínimos do edital em todos os blocos vendidos. No regime de partilha, esse percentual define a parcela da produção excedente destinada à União e é o critério competitivo do certame.

As empresas ou consórcios vencedores ainda precisam apresentar documentos e pagar os bônus de assinatura antes da formalização dos contratos. A ANP prevê a assinatura até 26 de fevereiro de 2027. O resultado do leilão, portanto, não significa início imediato da produção de petróleo nas áreas.

Fontes

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